O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), anunciou a prorrogação do prazo para o Chamamento Público nº 01/2026, que visa selecionar projetos para compor o Laboratório InovaSUS Digital. Com a mudança, as instituições interessadas agora têm até o dia 27 de fevereiro para estruturar e submeter suas propostas de inovação tecnológica.
O Laboratório InovaSUS Digital é uma iniciativa estratégica para identificar, acelerar e disseminar soluções digitais que busquem modernizar o Sistema Único de Saúde (SUS). O foco está em projetos que apresentem potencial de escalabilidade e que contribuam para a eficiência da gestão e a melhoria do atendimento ao cidadão.
As instituições interessadas devem acessar o formulário oficial e anexar a documentação exigida pelo edital original. Todos os detalhes técnicos e os anexos necessários estão disponíveis na página oficial de Chamamentos Públicos do Ministério da Saúde.
As propostas devem estar alinhadas aos desafios da saúde digital no Brasil, englobando áreas como:
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Integração de dados e interoperabilidade;
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Telessaúde e monitoramento remoto de pacientes;
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Inteligência Artificial aplicada à gestão assistencial;
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Ferramentas de engajamento e literacia digital do usuário do SUS.
Oportunidade para as Fundações Estatais de Saúde
Para as Fundações Estatais, participar do InovaSUS Digital significa colocar suas experiências práticas em evidência nacional. Projetos selecionados recebem suporte técnico e visibilidade, facilitando a troca de tecnologias entre diferentes entes da federação e fortalecendo o papel das fundações como motores de inovação na gestão pública.
Diferente de outros entes, as Fundações Estatais possuem um modelo de gestão que combina o rigor público com a eficiência e agilidade necessárias para a inovação tecnológica. No contexto do InovaSUS Digital, as FES apresentam vantagens competitivas claras:
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Experiência Prática: Muitas fundações já operam sistemas de Telessaúde e Prontuários Eletrônicos em larga escala.
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Capacidade de Execução: O modelo jurídico das FES facilita a implementação rápida de projetos-piloto e a contratação de talentos na área de TI.
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Gestão de Dados: Atuando na gestão direta de unidades de saúde, as fundações detêm o domínio sobre o fluxo de dados assistenciais, essencial para os eixos de interoperabilidade exigidos pelo Ministério.
A ANFES orienta que suas associadas revisem seus portfólios de inovação e foquem em projetos que demonstrem escalabilidade. O InovaSUS não busca apenas “boas ideias”, mas soluções que possam ser replicadas em outros municípios e estados brasileiros.

