A Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS) de Curitiba deu um passo estratégico para fortalecer a eficiência na gestão dos recursos da saúde pública com a criação do Núcleo de Economia em Saúde (NES). A iniciativa busca transformar dados em decisões inteligentes e serve de modelo para outras Fundações Estatais de Saúde.
A busca por eficiência na alocação de recursos públicos ganhou um novo aliado na FEAS. A instituição formalizou o lançamento do seu Núcleo de Economia em Saúde, uma estrutura dedicada a monitorar custos, avaliar o impacto financeiro de tecnologias e subsidiar decisões estratégicas que garantam a sustentabilidade das unidades geridas pela fundação.
O objetivo central do NES é assegurar que cada real investido na saúde retorne em assistência de qualidade para a população. Para isso, o Núcleo foca na organização de processos, no uso de ferramentas de gestão de custos e na análise técnica de orçamentos, permitindo uma visão clara de onde e como os recursos estão sendo aplicados.
Além dos ganhos locais, a iniciativa da FEAS serve como um importante referencial para as demais associadas da ANFES. A implementação de núcleos semelhantes em outras fundações estatais pode fortalecer a rede nacional, permitindo o intercâmbio de metodologias de apuração de custos e a criação de indicadores comparativos de desempenho entre diferentes estados e municípios.
O que é o NES?
Os Núcleos de Economia da Saúde são estruturas organizacionais recomendadas pelo Ministério da Saúde para apoiar gestores do SUS. No contexto das fundações estatais — que possuem flexibilidade administrativa, mas lidam com o desafio constante da gestão de grandes redes assistenciais —, o NES atua como um “cérebro estratégico”.
As principais frentes de atuação de um NES incluem:
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Gestão de custos: Implementação do Programa Nacional de Gestão de Custos (PNGC) para identificar o custo real de procedimentos e serviços.
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Avaliação econômica: Analisar se a incorporação de um novo equipamento ou medicamento é viável e eficiente a longo prazo.
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Transparência e orçamento: Apoio na análise de dados orçamentários para evitar desperdícios e otimizar contratos.
Vale ressaltar que a criação de um NES conta com o suporte técnico e institucional do Departamento de Economia e Desenvolvimento em Saúde (Desid) do Ministério da Saúde. O órgão oferece diretrizes e capacitações para que as instituições possam estruturar seus núcleos de forma padronizada, facilitando a integração com a Rede de Economia e Desenvolvimento em Saúde (Rede Ecos).
Com essa iniciativa, a FEAS reafirma seu papel na vanguarda da gestão hospitalar e ambulatorial, demonstrando que a economia da saúde é ferramenta indispensável para um SUS mais forte, eficiente e sustentável.

Fonte: Comunicação FEAS
