A Fundação Estatal de Atenção à Saúde – FEAS, de Curitiba, membro da Associação Nacional das Fundações Estatais de Saúde – ANFES, está utilizando uma solução que permite maior eficiência na gestão de ocupação dos leitos para atendimento a novos pacientes com Covid-19. A FEAS tem oferecido como reforço a assistência hospitalar durante a pandemia o Serviço de Atenção Domiciliar – SAD, que possibilita aos pacientes em estado estável dar continuidade ao tratamento em casa.

O SAD faz parte do Programa Melhor em Casa, do Ministério da Saúde, e já funcionava antes da pandemia, mas com o avanço do coronavírus o serviço ganhou reforços. Somente no último ano o SAD permitiu que cerca de 560 pacientes com Covid fossem transferidos para suas residências abrindo vagas em leitos para pessoas em estado mais grave. Em comparativo apresentado pelo Jornal Nacional, da rede Globo, é como se o município tivesse inaugurado 3 novos hospitais de grande porte. Em casa, os pacientes são monitorados por telefone e recebem visitas médicas regularmente. Em pacientes de alta complexidade as visitas são diárias e vão se espaçando na medida em que o quadro clínico fique mais estável, até se tornarem semanais. Além disso, seus familiares recebem treinamento para cuidados básicos. 

Para Alisson Sousa, presidente da ANFES, “é preciso dar mais visibilidade para ações como essa que acontece na Fundação Estatal de Atenção à Saúde de Curitiba. Além da economia de cerca de 40% de recursos financeiros,  esse modelo de desospitalização oferece a possibilidade de um tratamento humanizado no conforto do lar e próximo aos familiares”.

De acordo com Sezifredo Paz, diretor geral da FEAS, “a desospitalização promovida pelo Serviço de Atenção Domiciliar foi e continua sendo uma estratégia fundamental no enfrentamento da Pandemia em Curitiba.”

De acordo com a FEAS, o SAD tem capacidade para atender a 600 pacientes mensalmente, e a média do último ano foi de 595 atendimentos por mês. Hoje o serviço conta com um total de 103 profissionais divididos em 12 equipes multiprofissionais compostas por dois médicos, um enfermeiro, quatro técnicos de enfermagem e um fisioterapeuta, além de mais 3 equipes de apoio compostas por assistente social, nutricionista, fonoaudiólogo, farmacêutico e psicólogo.

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