Para apresentar as evoluções, conquistas e modelos de atendimento aos participantes do 2º Seminário Nacional das Fundações Estatais (SENAFES), cinco fundações estatais foram convidadas para finalizar os trabalhos desta quinta-feira, 26, na chamada “rodada de experiências”.

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A Fundação de Saúde de Vitória da Conquista (FSVC), a Fundação Estatal de Saúde da Família (FESF-SUS), Fundação Hospitalar de Sergipe (FHS), Fundação Estatal de Saúde do Pantanal (FESP) e a Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba (FEAS) foram representadas no evento.

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A primeira a iniciar sua apresentação foi a procuradora chefe da FSCV, Joana Rocha e Rocha. Ela falou sobre a melhoria da qualidade do atendimento da Maternidade Esaú de Matos e demonstrou a eficiência nos trabalhos prestados pela unidade.

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Joana frisou que objetivo da Fundação é desenvolver todas as ações e serviços de saúde atribuídos ao Hospital Municipal Esaú Matos e Laboratório Central Municipal. A procuradora ainda deu destaque para os títulos de “Hospital Amigo da Criança”, do UNICEF, e “Banco de Leite de Ouro”.

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“O Hospital Municipal atende uma média de 400 partos por mês é considerado o principal hospital materno infantil da região Sudoeste da Bahia, referência para gestação de alto risco na região”, enfatizou.

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Dentre as diversas especialidades e atendimentos do hospital, a FSCV também conta, segundo Joana, com o projeto “Minha certidão”, o antigo Posto Avançado do Registro Civil (Parc) do Esaú, inaugurado em dezembro de 2008. Com o projeto a Fundação passa a ter autonomia gerencial, sendo interligado, por meio de internet, ao cartório de Registro Civil do Município. “Toda criança que nasce no hospital já pode sair com a sua certidão de nascimento. Isso garante o direito da criança”, contou.

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Já na FESF-SUS, conforme explicou o diretor de gestão de serviços, Estevão Toffoli Rodrigues, a Saúde da Família e Residência são muito bem trabalhadas. Ele pontou que a Saúde da Família e a Atenção Básica estão presentes em poucas fundações no país. “Falar de Saúde da Família necessariamente é falar da FESF, sua capacidade de se reinventar e sua resiliência”, disse.

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Estevão ressaltou que o cenário ainda tem alta rotatividade dos profissionais; precarização das relações de trabalhar na Saúde da Família; fragilidade no alcance das diretrizes de longitudinalidade do cuidado, responsabilização, educação permanente, entre outros; necessidade de carreira pública para a atenção básica e ainda há necessidade de provimento e fixação de profissionais.

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Por sua vez, a Fundação Estatal de Saúde do Pantanal, da cidade de Coxim-MS, foi apresentada pelo assessor jurídico Sebastião Miranda. Ele apresentou a obtenção da imunidade tributária.

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A FEAES foi representada em dois momentos. No primeiro, representando a assessoria jurídica da Fundação, a advogada Elaine Campos explanou sobre a necessidade de motivação na dispensa do empregado público. “A motivação vai decorrer do paralelismo das formas, com isonomia, garantindo o contraditório com a defesa. Permite a aplicação do princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional e aplicação dos princípios da moralidade administrativa e impessoalidade”, argumentou.

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No segundo momento, a FEAES apresentou a gestão do proejto “Melhor em Casa”, como instrumento da gestão, por intermédio da coordenadora de residência, Priscilla Dal Prá Campos, que representou o diretor da unidade, Gustavo Schulz.

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A coordenadora frisou que o projeto tem como principal papel a melhora do paciente, além de contribuir para reduzir o fluxo de internados na Fundação. “Os objetivos da Atenção Domiciliar são: reorganizar o processo de trabalho das equipes; reduzir a demanda por atendimento hospitalar; reduzir o tempo de internação dos usuários; humanização da atenção; desinstitucionalização dos pacientes e ampliação da autonomia dos usuários”, pontuou.

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Segundo informou Priscilla, para o gestor instituir o projeto “Melhor em Casa” tem que fazer o diagnóstico do município para trabalhar a desospitalização. “O projeto é considerado uma oportunidade, porém uma responsabilidade muito grande. O modelo de gestão para nós deu certo”, finalizou.

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Após as apresentações os ouvintes puderam tirar as suas dúvidas quanto a cada ação ou até mesmo ponderar sobre os assuntos classificados na “rodada de experiências”.

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