O Hospital da Mulher Maria José dos Santos Stein, em Santo André (SP), unidade gerida pela Fundação do ABC (FUABC), alcançou resultados históricos na melhoria da assistência e eficiência operacional. Após cinco meses de adesão ao projeto Lean nas Emergências, iniciativa do Ministério da Saúde executada via Proadi-SUS, o equipamento registrou uma redução de 44,6% no fluxo de pacientes em seu Pronto-Socorro.
O sucesso da intervenção reflete-se diretamente no índice NEDOCS (National Emergency Department Overcrowding Score), indicador internacional que mede o nível de superlotação. Em outubro de 2025, o hospital registrava 94 pontos; em março de 2026, esse número caiu para 52 pontos, sinalizando um ambiente mais seguro para pacientes e profissionais.
A reestruturação dos processos permitiu ganhos expressivos em toda a jornada do paciente:
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Tempo de Permanência: Houve uma queda de 54,9% no tempo médio de internação (de 5,1 para 2,3 dias), o que aumenta a rotatividade de leitos sem comprometer a segurança clínica.
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Agilidade no Atendimento: O tempo entre a chegada da paciente e o primeiro atendimento médico foi reduzido, com meta de estabilização em 50 minutos.
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Giro de Leitos: O “tempo de setup” (preparação de leito para nova admissão) caiu de 95 para 65,5 minutos, uma melhoria de 31%.
Qualidade de Serviço e Humanização
Para o Dr. Felipe Colbert, diretor técnico da unidade, a metodologia Lean vai além dos números: trata-se de respeito ao cidadão. “A agilidade na liberação de um leito ou na consulta impacta diretamente a experiência da paciente. Em uma emergência, o tempo é o recurso mais precioso para garantir um desfecho clínico positivo” destaca o médico.
A aplicação da filosofia “enxuta” foca na eliminação de desperdícios e na otimização de recursos, garantindo que a estrutura pública de saúde entregue mais valor à população com o mesmo orçamento.
Modelo de Gestão em Foco
A trajetória do Hospital da Mulher exemplifica a capacidade das Fundações Estatais de Saúde em adotar práticas modernas de gestão hospitalar. A integração de ferramentas como a gestão de leitos em tempo real e o planejamento de alta segura demonstra que o modelo fundacional permite uma resposta ágil aos desafios de superlotação do SUS.

Informações: FUABC
