A saúde pública no Brasil está dando um passo histórico rumo à consolidação da soberania sanitária e tecnológica do país. Nesta segunda-feira, 18/05, foi lançado, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), o Complexo Arandus. A estrutura é o primeiro centro-âncora do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, desenhado para diminuir a dependência do mercado externo e impulsionar a produção local de tecnologias estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante a inauguração, que contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, também foi anunciado o avanço na implantação de quatro novas linhas de luz do acelerador de partículas Sirius, que serão dedicadas exclusivamente à pesquisa e desenvolvimento de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) e dispositivos médicos de alta complexidade.
Com a novidade, o Brasil passa a abrigar o único complexo de saúde da América Latina integrado a um acelerador de partículas de quarta geração voltado à inovação científica.
Impacto no SUS e no Complexo Industrial
Para a rede do SUS, da qual as Fundações Estatais de Saúde são agentes fundamentais na execução e gestão de serviços, a iniciativa representa uma grande transformação estrutural.
O Centro-âncora atuará em quatro frentes principais:
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Infraestrutura tecnológica de ponta: com apoio a laboratórios e pesquisadores no desenvolvimento de soluções disruptivas.
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Escalonamento produtivo: oferecendo suporte para que descobertas científicas consigam ser produzidas em escala industrial.
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Validação regulatória: articulação com órgãos competentes para garantir a segurança e agilidade na inserção das novas tecnologias na rede pública.
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Diálogo com o setor produtivo: fomentando a criação de pontes estáveis entre a ciência e as indústrias farmacêutica e de equipamentos biomedicinais.
Para a ANFES, o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) abre margem para que os serviços públicos geridos por modelos ágeis, como as fundações estatais de saúde, passem a incorporar no médio prazo tratamentos inovadores e insumos nacionais com custos otimizados.

Informações: Ministério da Saúde
