O Workshop Novos Modelos de Gestão para as Fundações Públicas de Direito Privado na Área da Saúde encerrou nesta sexta-feira (15), em Porto Alegre, com novas palestras, novos cases de sucesso e a composição formal da Câmara Técnica de Gestão da ANFES, integrada por representantes de cada fundação.

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Na avaliação do presidente da Associação, Carlos Trindade, a realização do Workshop foi bastante positiva. “Penso que foi uma oportunidade importante para o intercâmbio entre as fundações, fortalecendo as relações entre os presentes. Todos saem daqui tendo adquirido novas experiências”. Em relação a nova Câmara Técnica, Trindade fez questão de lembrar da criação das duas primeiras, uma na área jurídica e outra sobre educação e gestão no trabalho: “É sem dúvida uma ferramenta que permite o aprofundamento dos debates em setores específicos, permitindo a ampliação e o compartilhamento das informações”.

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PALESTRA SOBRE PRESTAÇÃO DE CONTAS

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As atividades do dia iniciaram com a palestra de José Carlos da Silva, diretor técnico do Instituto de Direito Sanitário Aplicado (IDISA). O tema abordado foi Estrutura do Sistema de Prestação de Contas/Contabilidade Gerencial.nJosé Carlos fez um histórico da consolidação das fundações públicas de direito privado no país, tratando, entre outras questões, da natureza jurídica, dos elementos básicos da lei de instituição, da contratualização, contabilidade e gestão de custos. Terminada a fala, o espaço foi aberto para debates e considerações finais sobre o tema.

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NOVOS CASES DE SUCESSO

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Os Cases de Sucesso do dia começaram com a apresentação da Gerente de RH da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), Andreia Silva, sobre Gestão de Pessoas: Monitoramento Através de Indicadores. Ela abordou a evolução e a composição do quadro de lotação e da Folha de Pagamento da Fundação entre 2011 e início de 2016. Entre os indicadores, destaque para o turn over, que trata da movimentação mensal de admitidos e demitidos, e para o absenteísmo, que avalia o percentual da força de trabalho que a Fundação deixa de dispor por mês (por atestados e faltas não justificadas, por exemplo).

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O case da FSNH mostra que, a partir de um conjunto de ações e do cruzamento de todos os indicadores, conseguiu-se aferir com precisão o número de horas extras para que, então, fossem diminuídas. Apenas na área médica, segundo Andreia, entre 2011 e 2016 houve redução de 94{18164dddd7f14d3f19d670738dc52dd1205795808e153416b8b7286470f25681} em horas extras.nNa palestra seguinte, o diretor técnico da Fundação de Saúde do Rio de Janeiro (FSERJ), João Henrique Marques, destacou a Implementação do Modelo de Excelência em Gestão (MEG) na Fundação Saúde.Inicialmente, Marques apresentou as unidades da FSERJ. Em seguida, passou ao case. O MEG baseia-se em fundamentos e critérios. Resumidamente, a partir de um conjunto de perguntas, é possível quecada unidade possa identificar maneiras de estabelecer melhorias no desempenho organizacional.

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Através do MEG, avalia-se qualidade, com foco no resultado. O processo inclui análise, elaboração de planos de ação, implementação, monitoramento, nova análise e avaliação final. O palestrante exibiu, por fim, um quadro de reconhecimento de resultados, com diversas premiações conquistadas pelas unidades a partir da implementação do MEG.

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Após a apresentação dos dois cases, o plenário teve espaço para debater e sanar dúvidas.

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Os cases e palestras apresentados no Workshop estarão à disposição, em breve, no site da ANFES – anfes.org.br

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Texto: Eduardo Buchholz

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